quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dendê: importante matéria-prima para a produção do biodiesel





Inclusão social, emprego e renda, ordenamento territorial, produtividade e competitividade, sustentabilidade e biodiversidade, aliados ao desenvolvimento, são pressupostos que dão suporte ao Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo no Brasil que o Governo Federal lançou em 2010.
Incentivar a produção de dendê para diversos fins, em especial para a produção de biodiesel é um dos focos da Embrapa. O Prosa Rural desta semana entrevista o chefe-geral da Embrapa Agroenergia (Brasília/DF), Frederico Durães, sobre o uso do dendê como matéria-prima para a produção do biodiesel.
Durante o programa, Durães explica o funcionamento do Programa e como o agricultor pode se integrar à cadeia produtiva do biodiesel. Também participam do Prosa Rural o gerente do escritório de negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia, em Manaus, Rosildo Costa; o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA), Rui Gomes; e o técnico em extensão rural da Emater/PA, Anderson Penha.
O dendezeiro é, entre as espécies oleaginosas, a de maior produtividade. No País, especialmente no Pará, as melhores plantações tem atingido 6 toneladas de óleo/ha/ano. Além disso, o óleo do dendê tem amplo uso nas indústrias de alimentos, farmacêutica e química e representa grande oportunidade para a produção de biodiesel.
De acordo com dados de pesquisa, o dendê apresenta um balanço de energia entre 8,6 e 9 unidades de energia disponíveis por unidade de energia aportada. Com tudo isso, a expansão dessa oleaginosa no Brasil é indicada como uma das principais alternativas para a agricultura sustentável na Amazônia.
A expansão da dendeicultura no Brasil, segundo o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, requer contínuo trabalho de pesquisa focado em novas cultivares melhoradas e adaptadas a diferentes condições ambientais, boas práticas de manejo da cultura e de processos de conversão de óleos e resíduos. Além disso, de dados que suportem estratégias e logística de produção e de mercado de óleos e co-produtos.
Mais de 70% dos óleos do mundo são oriundos de 4 espécies vegetais, soja, dendê, girassol e canola. “No Brasil um Programa dessa natureza associa o ordenamento territorial e desenvolvimento com as boas práticas agrícolas e industriais e foca produtividade com sustentabilidade”, conclui Durães.

Daniela Garcia Collares (MTb/114/01 RR)
Embrapa Agroenergia
E-mail: daniela.collares@embrapa.br
Tel: (61) 3448-1581

Fonte: Embrapa
Data de publicação: 01/03/2011




Obtenção de energia pela palha de arroz





A casca, ou palha de arroz, representa em média 22% do material colhido. Atualmente sua principal utilização é como fonte de energia através da queima.
Pesquisadores da Universidade de Hanoi, Vietnã, e do Instituto Fraunhofer, Alemanha, desenvolveram um sistema de queima da casca de arroz (queima de leito fluidizado) que gera um grande aproveitamento de seu poder calorífico, elevando seu rendimento a um número economicamente viável para a geração de energia elétrica.
Uma das vantagens da utilização da palha de arroz como fonte de energia é o aumento de seu aproveitamento. Poucas décadas atrás, este material era considerado um resíduo problemático: causava o entupimento de bueiros e a liberação do gás metano, esta quando depositada em aterros. Um exemplo de empresa que utiliza a palha de arroz como combustível é AmBev de Viamão (RS), que a utiliza desde 2006.

PS: Sistema de queima de leito fluidizado consiste, simplificadamente, em um tubo vertical com uma placa de distribuição de ar.

Carvão vegetal

          
          O carvão vegetal é uma fonte de energia muito utilizada no cotidiano. É o combustível de aquecedores, lareiras, churrasqueiras e fogões a lenha. No âmbito industrial, o produto é utilizado como fonte de energia para alguns setores, como a siderurgia.
       O carvão vegetal é obtido através da queima da madeira e tem sido utilizado desde o período pré-histórico.  O processo de obtenção é a carbonização ou pirólise, que é praticado, no Brasil, de forma tradicional em fornos de alvenaria com ciclos de aquecimento e resfriamento.
          Apesar de causar a diminuição de dependência de combustíveis fósseis, a utilização do carvão mineral como fonte de energia vem associada a diversos outros fatores: no âmbito social, o carvão vegetal gera muitas vezes condições desumanas de trabalho; no âmbito ambiental, a a retirada de madeira é uma prática facilitadora do desmatamento, uma vez que nem sempre é praticada de modo legal, esgotando importantes coberturas vegetais – dados apontam que 78% do carvão produzido no Brasil é de origem de vegetação nativa. O balanço de emissão de dióxido de carbono é positivo já que o carvão vegetal absorve mais carbono da atmosfera do que emite
          O Brasil é o maior produtor mundial dessa fonte de energia. O setor industrial é responsável por quase 85% do consumo, principalmente em indústrias de ferro-gusa, aço e ferro-ligas. O setor residencial consome cerca de 9%, enquanto o setor comercial consome 1,5%, em pizzarias, padarias e churrascarias. No mundo, no ano de 2008 (FAO), foram produzidos 49,35 milhões de toneladas de carvão vegetal.



Cogeração de energia


O que é?

A cogeração de energia é um processo em que há a obtenção de duas formas de energia ao mesmo tempo. O tipo mais comum é a cogeração de energia elétrica e a energia térmica, principalmente a partir do uso de biomassa. A cogeração de energia é um atrativo para as indústrias por aliar economia e benefícios ambientais.

O bagaço da cana


A geração de energia a partir do bagaço da cana no Brasil tem crescido cada vez mais. O país poderá produzir, em 2012, quase 24 mil MW (megawatts) de energia elétrica a partir dessa biomassa, aproveitando o que restar de 730 milhões de toneladas de cana prevista para aquela safra. Esse número corresponde ao dobro gerado pela usina de Itaipu, de acordo com o diretor de Energia da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), Luiz Gonzaga Bertelli.
O bagaço da cana é atualmente utilizado tanto em usinas sucroalcooleiras como por outras indústrias, como as de suco de laranja – Citrosuco, de Matão, e Cutrale, de Araraquara (SP). O preço por tonelada da biomassa varia, segundo o assessor de Bioeletricidade da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Zilmar de Zouza, porque o frete influencia muito. Descontado o fator logístico, ele estima valores entre R$ 5 e R$ 30 por tonelada para o bagaço de cana.

A produção de energia
O processo de obtenção de energia através do bagaço da cana se concretiza nas usinas. Após a colheita e o transporte, a planta passa por três moendas. O produto da primeira moagem vai para a produção de cana-de-açúcar, enquanto na segunda e na terceira é produzido o álcool combustível. O que resta, ao final, é o bagaço da cana.
A energia obtida do bagaço da cana é adquirida através da queima dessa biomassa. Depois de passar por turbinas e geradores, o vapor gerado pela queima fornece a energia elétrica. Os restos do bagaço da cana são utilizados como adubo, o que evita maiores impactos ambientais.

Vantagens e desvantagens
A principal vantagem da obtenção de energia através do bagaço da cana é que esse processo se torna uma terceira fonte de receita das usinas que o praticam, podendo gerar até uma quarta fonte de renda, a emissão de créditos de carbono. Outra vantagem é a pouca perda de energia, se comparado com a eletricidade produzida em grandes usinas. Além disso, a geração de energia é descentralizada e os equipamentos, bem como o combustível, são nacionais, e serve como um complemento à hidreletricidade, por estar mais disponível no momento de baixa geração de energia elétrica por hidrelétricas.
Como desvantagem, a energia do bagaço da cana apresenta o alto investimento inicial. As usinas, para a produção da energia, necessitam de um grande capital. Por outro lado, o retorno deste se dá mais rapidamente do que muitos outros negócios. Outro grande desafio na utilização do bagaço da cana é a estocagem adequada, necessária devido à produção em grande quantidade durante a safra.


Produção brasileira de biocombustíveis é referência para países da América Central


Com objetivo de conhecer o modelo brasileiro de agroenergia e as possibilidades de adaptação para a América Central, uma comitiva formada por técnicos dos governos de El Salvador, da República Dominicana e da Guatemala está no Brasil, até sábado (12 ), visitando instituições e produtores rurais que trabalham com biocombustíveis. Também estão acompanhando a comitiva o Diretor de Energia e Biocombustíveis do Departamento de Estado norte-americano, Richard Simmons e o Especialista em Energia do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Organização dos Estados Americanos (OEA), Francisco Burgos.
Para os membros da comitiva, o diálogo com formuladores de políticas regulatórias e com o setor produtivo brasileiro demonstra a viabilidade comercial da produção de etanol e de biodiesel. Por serem países com áreas de pequena extensão, o incentivo à produção de biocombustíveis por agricultores familiares e o marco legal são os focos principais da presença dos técnicos no País.
Durante esta semana, a comitiva visitou, em São Paulo, a União da Indústria da Cana-de-Açúcar - ÚNICA - onde recebeu informações sobre a produção da matéria-prima e do etanol em nosso país.  Em Brasília, nos dias 9 e 10/02, houve reuniões nos Ministério de Minas e Energia, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e na Embrapa.
Na quarta-feira (9), o programa de pesquisa de biocombustíveis foi apresentado pelo Chefe de Comunicação e Negócios da Embrapa Agroenergia, José Manuel Cabral. De acordo com ele, o que mais chamou a atenção foram os aspectos relacionados às políticas públicas para a produção e utilização de biocombustíveis no Brasil e a possibilidade de inclusão social proporcionada por esses programas. Na parte da tarde, a comitiva foi recebida pela equipe da unidade industrial da Granol, em Anápolis/GO, numa articulação com a União Brasileira do Biodiesel - UBRABIO. A Granol é uma empresa genuinamente brasileira e tem como produtos óleos vegetais, farelo de soja moído ou peletizado, além de biodiesel e alguns produtos com especificações personalizadas. Atualmente, nesta Unidade são produzidos cerca de 500.000 litros de biodiesel por dia, a partir de soja e sebo bovino. 
Na sexta-feira (11), a comitiva está no Rio de Janeiro, no Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro - e na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível - ANP. No sábado (12), os visitantes, acompanhados por técnicos da Petrobrás Biocombustível, irão conhecer áreas de agricultores familiares e cooperativas que produzem mamona no município de Morro do Chapéu, na Bahia.
Viabilidade dos biocombustíveis
A Fundação Getúlio Vergas realizou estudos de viabilidade de produção de biocombustíveis em sete países latino-americanos (El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, República Dominicana, São Cristovão e Névis) e em dois países africanos (Senegal e Guiné Bissau) no âmbito da cooperação trilateral do "Memorando de Entendimento entre o Governo do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América para Avançar a Cooperação em Biocombustíveis".
De acordo com informações da Divisão de Energias Renováveis do Itamaraty, alguns desses países estão em vias de eleger projetos para produção de bioenergia, a serem financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os governos desses países solicitaram apoio ao Brasil e aos Estados Unidos na formulação de marcos regulatórios referentes à produção e ao uso de biocombustíveis, para estimular o setor privado a investir e concretizar as propostas apresentadas nos estudos de viabilidade.
O próximo passo da comitiva é colocar em prática as sugestões do estudo da FGV. Os três países já usam mistura de biodiesel ao diesel. A perspectiva é que os resultados do estudo aumentem a produção para atender os mercados internos e externos de etanol e biodiesel. Existe um acordo de livre comércio que permite exportar, em condições vantajosas, a produção de biocombustível para os Estados Unidos. Na República Dominicana, a perspectiva é ter 20% de etanol na gasolina até 2012. Em relação a El Salvador, a proposta é de implantar uma destilaria que produza 150 milhões de litros/ano. Quanto à Guatemala, o governo ainda não definiu um projeto prioritário, o que poderá acontecer após a visita realizada ao Brasil.


Daniela Garcia Collares (MTb/114/01 RR)
Embrapa Agroenergia
daniela.collares@embrapa.br
Contatos: (61) 3448-1581

Fonte: Embrapa
Data de publicação: 11/02/2011

Biogás


Processo de digestão anaeróbica

O biogás é um gás inflamável produzido pela mistura de dióxido de carbono e metano, por meio da ação de bactérias fermentadoras. É um combustível gasoso que possui um conteúdo energético elevado, assim como o gás natural. Utilizado na propriedade rural com o benefício de reduzir os custos de produção, o biogás pode gerar três tipos de energia: elétrica, térmica ou mecânica.
Para a obtenção de energia, utiliza-se um equipamento denominado biodigestor anaeróbico. Nem todos os locais são boas localizações para os biodigestores: apenas as áreas rurais e determinados espaços urbanos. No Brasil, estes equipamentos estão instalados em maioria na área rural, sendo utilizados, principalmente, para saneamento rural, tendo como subprodutos o biogás e o biofertilizante.
A matéria-prima utilizada na produção de biogás é essencialmente orgânica. As principais são a palha, o bagaço de vegetais e o esterco. Essa fonte energética pode ser utilizada em motores, fogões e na geração de energia elétrica.
Um dos benefícios do uso do biogás como fonte de energia é a redução do lixo, pela natureza de sua matéria-prima. Todavia, sua emissão também é poluente ao meio ambiente, devido à alta concentração de metano e dióxido de carbono em sua estrutura.

Álcool ou Gasolina? Qual escolher quando abastecer seu carro?


Não vale a pena abastecer com álcool quando o preço exceder 70% da gasolina. A conta é simples: basta dividir o preço do álcool pelo preço da gasolina. Se o resultado for menor que 0,70, você fará um bom negócio em utilizar o álcool como combustível. Se for maior, utilize a gasolina. Por exemplo: num posto qualquer, o preço do litro do álcool é R$ 1,82 e a gasolina, R$ 2,40. Dividindo 1,82 por 2,40, o resultado é 0,758. Como foi maior que 0,70, a gasolina é a melhor opção. Em valores absolutos, o litro do álcool é mais barato que o da gasolina, mas, por outro lado, o combustível produzido a partir da cana-de-açúcar é 30% menos eficiente.